Meios de cultura: Os meios de cultivo, também chamados de meios de cultura, são substâncias que se destinam ao cultivo de microrganismos no laboratório. Na natureza muitas espécies de microrganismos são encontradas crescendo em diferentes ambientes como: solo, água, matéria orgânica viva ou morta.
Crescimento microbiano: É uma fase de intenso metabolismo onde as células individuais aumentam de tamanho. Células fisiologicamente ativas e sintetizando novas enzimas para se adaptarem ao novo meio. O período de tempo em que permanecem nesta fase é dependente da cepa.
• Fase de lag: Nesta fase os microrganismos não revelam um aumento de número em determinações de massa, toda via, geralmente demonstram que há um aumento, reflexo de um aumento no tamanho dos indivíduos.
• Fase de crescimento exponencial: Nesta fase os microrganismos se encontram na plenitude de suas capacidades, num meio cujo suprimentos de nutrientes é superior às necessidades do microrganismo.
• Fase estacionária: Nesta fase, a velocidade de crescimento dos microrganismos vai diminuindo até atingir a fase em que o número de novos microrganismos é igual ao número de microrganismos que morre. As causas dessa parada de crescimento podem ser devido ao acúmulo de metabólitos tóxicos, o esgotamento de nutrientes e o esgotamento de O2.
• Fase de declínio ou morte: Nesta fase, a quantidade de microrganismos que morre torna-se progressivamente superior àquela dos que surgem.
Ação dos agentes físicos
1.Calor úmido
É o processo mais eficiente devido ao maior poder de penetração do vapor d’água eficaz pelo seu alto poder de penetração. A eliminação dos microrganismos é decorrente da desnaturação de ácidos nucleicos e proteínas, podendo também romper membranas.
Processo mais utilizado em microbiologia. Nesse aparelho, o aumento da pressão faz a temperatura subir acima da temperatura de ebulição da água. A autoclavação se dá à 121°C, por 15 a 20 minutos, juntamente com o vapor em estado de saturação sob pressão (1 atmosfera). Portanto, calor, pressão e umidade constituem elementos indispensáveis para a destruição dos microrganismos. A penetração do vapor no material garante destruição de todos os microrganismos.
3.Pasteurização
Processo que consiste em aquecer o material a uma temperatura relativamente baixa (630C) durante 30 minutos ou um aquecimento rápido (720C) por 15 segundos e seguido de um resfriamento rápido (100C). A exposição de microrganismos por 30 minutos a 62°C já é suficiente para destruir de células vegetativas de bactérias, fungos e vírus. O tratamento térmico é breve para evitar alterações significativas no sabor e teor nutricional de alimentos, porém alguns microrganismos podem persistir e causar deterioração.
4.Ebulição
A exposição de microrganismos por 30 minutos a 100°C é suficiente para destruir células vegetativas de bactérias e fungos, porém é ineficiente na destruição de esporos.
5.Tindalização
Nesse processo, o aquecimento é feito de maneira descontínua. Após o acondicionamento das matérias primas alimentícias, a serem submetidas ao tratamento, em recipiente fechado, o produto é submetido ao tratamento térmico. Dependendo de cada produto e do rigor térmico desejado, as temperaturas variam de 60 a 90 ºC, durante alguns minutos. As células bacterianas que se encontram na forma vegetativa são destruídas, porém os esporos sobrevivem. Depois do resfriamento, os esporos entram em processo de germinação e depois de 24 horas a operação é repetida. O número de operações pode variar de 3 a 12 vezes até a obtenção da esterilização completa. A vantagem desse processo é que podem ser mantidos praticamente todos os nutrientes e as qualidades organolépticas do produto, em proporções maiores do que quando se utilizam outros tratamentos térmicos.
6.Calor seco
O processo de destruição da vida bacteriana pelo calor seco é diferente do que ocorre pelo calor úmido. No calor seco as bactérias expostas ao ar quente carbonizam. Todavia o calor seco tem menos poder de penetração que o calor úmido, sendo que necessita de temperaturas muito elevadas e maior tempo de exposição.
- •Flambagem: processo onde o material é submetido diretamente ao fogo, seja seco ou embebido em álcool. Exemplo: alça de platina deve ser flambada antes e após o processo de semeadura.
7.Incineração
O processo de destruição da vida bacteriana pelo calor seco é diferente do que ocorre pelo calor úmido. No calor seco as bactérias expostas ao ar quente carbonizam. Todavia o calor seco tem menos poder de penetração que o calor úmido, sendo que necessita de temperaturas muito elevadas e maior tempo de exposição.
8.Radiações
As radiações consistem em um método eficaz para reduzir ou eliminar os microrganismos. Como métodos de esterilização por radiação, podemos citar:
•Radiações ionizantes
São aquelas que partem do interior do núcleo do átomo de elementos radioativos. Essas radiações podem provocar alterações nos materiais, mas tudo depende das características da radiação.
As radiações ionizantes, de uma forma geral, são utilizadas para:
Realização de exames de imagem, como radiografia e tomografia;
Esterilização (eliminação de bactérias e fungos) de alguns alimentos industrializados;
Esterilização (eliminação de bactérias e fungos) de materiais descartáveis, como seringas e instrumentos cirúrgicos.
•Radiações não ionizantes
São as radiações que não são capazes de separar os átomos presentes em uma molécula, não provocando, assim, alteração na composição do material. Alguns exemplos são:
Infravermelho (Produzida em um ferro de passar)
Ultravioleta (Produzida pelo sol)
Micro-ondas (presente em um aparelho de micro-ondas doméstico)
Luz visível (produzida em lâmpadas comuns, por exemplo)
Ondas de rádio (produzida em aparelhos de som, por exemplo)
Radiações não ionizantes:
As radiações não ionizantes, de uma forma geral, são utilizadas para:
Aquecer alimentos no interior de um aparelho micro-ondas (micro-ondas)
Iluminar um ambiente (luz visível)
Fabricação de vidros (infravermelho)
Secagem de tintas e vernizes (ultravioleta)
Tratamento de inflamações em músculos e articulações (infravermelho e ultravioleta)
Soldas elétricas (infravermelho)
9.Esterilização
É o processo que visa à eliminação ou destruição de todas as formas de microrganismos presentes em um material ou ambiente. O processo de esterilização pode ser físico ou químico.
Desinfecção
É a eliminação parcial ou redução do número de microrganismos presentes num material inanimado. Visa principalmente eliminar os microrganismos patogênicos ou potencialmente patogênicos de superfícies abióticas, como bancadas, paredes e objetos. A desinfecção pode ser realizada de forma física (pasteurização) ou química (agentes químicos, denominados desinfetantes).
Antissepsia
Semelhante à desinfecção, porém este processo está relacionado com a eliminação de microrganismos de superfícies bióticas, como pele e mucosas. A antissepsia pode ser realizada de forma química (agentes químicos, denominados antissépticos).
Ação Dos Agentes Químicos
1.Compostos Fenólicos
As plantas produzem uma grande diversidade de compostos secundários que contêm um grupo fenol: um grupo hidroxila funcional em um anel aromático: Essas substâncias são classificadas como compostos fenólicos. Os compostos fenólicos vegetais constituem um grupo quimicamente heterogêneo, com aproximadamente 10 mil compostos.
2.Álcool
Álcool, na química, é uma molécula orgânica formada por átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio. A principal característica do composto é a presença de um, dois ou mais hidroxilas (grupos de oxigênio com hidrogênio). Existem três tipos de álcool: isopropílico, metílico e etílico.
3.Cloro
É utilizado na fabricação de produtos para tratamento de água, e na fabricação do ácido clorídrico, principalmente. Está localizado na família VIIA da tabela periódica, sua massa atômica é 35,5 u, possui número atômico 17, e configuração eletrônica 1s², 2s², 2p6,3s²,3p5, e o símbolo é Cl. Um dos elementos químicos que tem maior importância industrial por ter ampla utilização em diversos segmentos, é envazado em cilindros de aço altamente resistentes, sob pressão.
4.Detergente catiônico
Apresenta um grupo carregado positivamente na extremidade polar. O grupo catiônico é o sal de amônio quaternário, que está localizado à direita da estrutura.
5.Peróxido de Hidrogênio
A água oxigenada ou Peróxido de Hidrogênio tem a fórmula H2O2. É um conhecido oxidante que pode ser formado naturalmente no organismo durante o metabolismo oxidativo em organismos aeróbios obrigatórios ou facultativos.
6.Iodo

O iodo é um elemento químico de símbolo I, de número atómico 53 e de massa atómica 126,9 u. À temperatura ambiente, o iodo encontra-se no estado sólido. É um não metal, do grupo dos halogênios (17 ou VIIA) da classificação periódica dos elementos. É o segundo menos reativo e o menos eletronegativo de todos os elementos de seu grupo.
7.Sais metálicos
Sais metálicos ou íons metálicos quando aquecidos podem produzir cores típicas (fótons) e podem ser identificados (análise qualitativa) ou quantificados (análise quantitativa), como uma impressão digital desses metais. Técnica útil para análises biológicas e minerais.
8.Clorexidina ou Cloro-hexidina.
A Clorexidina pertence à classe de compostos orgânicos conhecidos como clorobenzenos.
Estes são compostos que contêm um ou mais átomos de cloro ligados a uma porção benzeno.
O gluconato de clorexidina (citado também como Digluconato de clorexidina, comercialmente às vezes chamado apenas de clorexidina) é um anti-séptico químico, com acção antifúngica e bactericida, capaz de eliminar tanto bactérias gram-positivas quanto gram-negativas.
Possui também acção bacteriostática, inibindo a proliferação bacteriana.
9.Ozono
O ozono, cuja fórmula química é O3, é um gás azul pálido, muito venenoso e com um odor desagradável (possivelmente devido à formação de óxidos de azoto). É uma forma alotrópica do oxigénio, sendo a sua molécula constituída por três átomos de oxigénio, enquanto o oxigénio vulgar é constituído por dois átomos.
10. Mercúrio

O mercúrio é um exemplo de metal pesado usado há muitos anos para controlar o crescimento microbiano. Foi usado por muitos séculos para tratar a sífilis. Compostos de mercúrio, como o cloreto de mercúrio, são principalmente bacteriostáticos e têm um amplo espectro de atividade. Várias formas de mercúrio se ligam aos aminoácidos contendo enxofre nas proteínas, inibindo suas funções.
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